quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Sobre a Mensa Brasil

Como de vez em quando alguém me pergunta, na minha página de recados, sobre a Mensa Brasil, resolvi reunir aqui informações e minhas impressões, para economizar tempo. Conforme fizerem novas perguntas, amplio ou retifico o texto desta postagem.

Há anos parei de pagar a anuidade da Mensa Brasil (MB), então não sou membro ativo (acho que a anuidade ainda continua o mesmo preço, cerca de R$ 80,00). Posto de vez em quando na comunidade da Mensa Brasil no orkut porque não é preciso pagar a anuidade para participar dela e às vezes encontro artigos interessantes que podem interessar a outros mensans. Acho que o pessoal da Mensa posta mais na lista do Yahoo Grupos ou algum outro serviço que agora usem, exclusivos para membros pagantes da anuidade; por isso que pareço ser ativo na comunidade da MB no orkut.

Para ingressar na MB, como todos, fiz o teste de admissão.

Parei de pagar a anuidade porque não vi mais motivo para participar. A maior parte da atividade da entidade, pelo menos na época em que eu participava, era só virtual, nos fóruns de discussão. Somente o pessoal da "diretoria" é que se sente atuante na entidade, organizando eventos e participando dos trâmites burocráticos e tomando decisões. O jornalzinho que mandavam era legal, mas não era algo imperdível (acho que não existe mais, existindo só um jornalzinho da Mensa Internacional). Nos encontros que realizavam de vez em quando, às vezes um happy-hour, ia pouca gente e, na maioria, homens (havia poucas mulheres na MB e acho que ainda é assim). E, geralmente, iam sempre as mesmas pessoas, com uma ou outra pessoa chatíssima. Se alguém tem facilidade em se enturmar, pode ser que se adapte fácil e goste, como vi muitos assim. Mas eu me sentia um estranho no ninho [:)], principalmente na confraternização de final de ano, quando, aí sim, havia um bom comparecimento de membros. Talvez seja também questão de paciência. Eu achava curioso que as conversas na lista de discussão virtual eram mais interessantes do que as conversas ao vivo. Acredito que isso ocorra, primeiro, porque as conversas virtuais são coletivas, e, segundo, porque os mensans querem se mostrar serem pessoas normais nos encontros. Mas, por exemplo, não consigo falar sobre montar quebra-cabeças, pois é uma coisa que só fazia quando era criança, para ficar num exemplo de conversa que me dava um certo tédio.

Nos finais de ano há um encontro anual e a confraternização de final de ano. Nesse encontro anual eles alugam um auditório e dependências auxiliares (geralmente de um hotel) e promovem palestras e outras atividades. Custa um pouco caro a participação nesses encontros. A confraternização é feita numa churrascaria ou algo do gênero, com um preço fixo por pessoa pré-estabelecido em acordo com o estabelecimento.

Então, os benefícios de ser da MB seria ter prazer nas atividades acima. Parece-me que a maioria dos mensans no Brasil são jovens (adolescentes, menos de 30 anos). Como eu tenho 42 anos no momento, meus interesses são bem outros.

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